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NÃO AO ABORTO: e daí?

Belo Horizonte é uma cidade que está sempre presente no meu coração. Coisas que lá acontecem mexem comigo. Então, quando vejo mães jogando fora filhos recém-nascidos, lançando-os na Lagoa da Pampulha (pertinho de onde eu morava) ou na região industrial, onde passa o ribeirão Arrudas, e depois em Ibirité, isso me causa um sentimento que vai além do horror ao infanticídio. Ressalvado o folclore sobre a TFM (Tradicional Família Mineira), em Minas também se aborta, como em qualquer lugar, e também se engravida fora de hora, se é que existe hora certa para nascer e morrer. A maior parte de nós, habitantes do planeta, nascemos por descuido. Planejados mesmo só os fertilizados in vitro, e mesmo assim onde era para vingar um só costumam vir trigêmeos... Os meninos e meninas boiando nos ribeirões e lagoas de Minas e do Brasil em sacos de lixo (e não no gracioso cestinho de Moisés no rio Nilo) não foram abortados. A gestação transcorreu até fase bem adiantada, oito meses, ou a criança nas...

SEGUNDA FASE: Coração do Povo

A SEGUNDA FASE Após trabalhar com a juventude metodista, decidi entrar no Seminário Metodista César Dacorso Filho, que funcionava no Colégio Bennett, no Flamengo. Corria o ano de 1984. Esse primeiro contato com a Teologia foi decisivo para formar a minha fé até hoje. E não foi só um contato com a Teologia, mas com tudo que acontecia na intelectualidade brasileira da época. Os estudantes do seminário tinham acesso às palestras dadas no Bennett por pessoas como Rubem Alves, Frei Betto, Marilena Chauí, Leonardo Boff etc. Enquanto isso, estava concluindo o mestrado em Engenharia de Transportes na COPPE. Surgiu uma oportunidade de trabalhar na minha área em Belo Horizonte. Já conhecia a cidade e gostava da idéia de ir morar lá. Em março de 1985 desembarquei nas Alterosas, para iniciar uma nova fase da minha vida. Chegando a BH, fui dividir apartamento com dois membros da Segunda Igreja Presbiteriana, da IPU. Procurei as igrejas metodistas, mas a maré carismática da época não dava...